Dia da Solteirice
Bater as asinhas e sair por ai ... Bater as asinhas e aproveitar o tempo que corre rápido demais ... Bater as asinhas e ter a certeza de que está aproveitando os seus dias. Rosi Maria Sinja
domingo, 24 de novembro de 2019
domingo, 13 de outubro de 2019
E eu ando nessa vida
E eu ando pela vida,
Me percebendo, me descobrindo,
E na vida vou assuntando.
Esse meu andar pela vida,
É a tradução dos meus desejos,
Das minhas vontades,
Dos meus anseios.
O meu andar pela vida,
Ainda bem que é corajoso,
Ainda bem que é único,
Ainda bem que afasta invejoso
Ainda bem que me leva,
Pra onde quero ir.
O meu andar pela vida,
Não busca aprovação,
Passa por barreiras,
E não causa desunião.
O meu andar pela vida,
Me faz tentar ser melhor,
Enxergar as incertezas da velhice,
Enxergar as incertezas da velhice,
Sem querer ser superior.
O meu andar pela vida,
Enfrenta a ditadura,
Da eterna juventude.
Enfrenta a ditadura,
Da eterna juventude.
E já não se importa tanto com formosura.
O meu andar pela vida,
Agora é simplista,
Agora é simplista,
Sem afetação,
minimalista...
Rosi Maria Sinja - Outubro de 2019.
Ah, as viagens ...
As viagens na maionese,
As viagens na cretinice,
As viagens para longe,
As viagens, as bobices ...
As viagens pra voltar,
As viagens pra conhecer,
As viagens pra relutar.
As viagens pra conhecer,
As viagens pra relutar.
As viagens pra esquecer,
As viagens que nos levam,
Para aquilo que queremos ser.
Para aquilo que queremos ser.
Rosi Maria Sinja - Outubro de 2019.
Que não me falte a impaciência
Quando os cretinos são atrevidos.
Que não me falte a raiva
Quando os impotentes são alvejados.
Que não me falte a cara de paisagem,
Quando tudo for só falácia.
Que eu seja insensata,
Com aqueles que merecerem.
Que eu seja assim
E coisa e tal!
Rosi Maria Sinja - Outubro de 2019.
Rosi Maria Sinja - Outubro de 2019.
sábado, 21 de setembro de 2019
Os malucos
Os malucos são os sensíveis?
Os sensíveis são um pouco malucos?
Se é assim, eu quero ser sensível,
Se é assim quero ser maluca.
Louca de amor pela vida,
Sem desacreditar,
Se é assim quero ser maluca.
Louca de amor pela vida,
Sem desacreditar,
Nas asneiras aceitáveis,
E nas bobices que posso cultivar ...
Pra isso, precisei de coragem!
Pra isso, precisei de atitude.
Quis ser médica,
Quis ser louca.
E de médico e de louco,
Quis ser louca.
E de médico e de louco,
Todos nós temos um pouco ...
Rosi Maria Sinja - 21/09/2019.
domingo, 25 de agosto de 2019
"Desembarcar de nós mesmos"
Às vezes é preciso "desembarcar de nós mesmos", como dizia o brilhante Rubem Alves.
Talvez ele quisesse nos dizer, que aquilo que não podemos resolver, que seja deixado no tempo.
Deixar no tempo, seria encontrar o início e o fim de cada coisa?
São os momentos em que o coração se acalma?
Quando retiramos as flores ou os espinhos colocados em lugares desmerecedores?
Desembarcar e olhar de fora,
Desembarcar e ver à distancia,
Desembarcar sem maiores romantismos,
Desembarcar sem ingenuidades,
Desembarcar sem maiores romantismos,
Desembarcar sem ingenuidades,
Desembarcar para reembarcar.
Dezembro de 2014.
Aceitar uma ideia
Aceitar uma nova ideia leva um tempo...
Esse tempo é de cada um.
Aceitar uma nova ideia requer
desejo,
vontade,
discernimento.
Esse desejo também vem com o tempo.
Aceitar uma nova ideia nem sempre é fácil,
exige elaboração interna,
solitária,
única ...
Aceitar uma nova ideia pode representar
o abandono de tantas outras,
o olhar para a frente
e um outro jeito de ver a mesma coisa.
Novas ideias ocupando nossas antigas ideias,
Novos desejos se apoderando de antigos desejos.
Dezembro de 2014.
sábado, 22 de setembro de 2018
Parei pra tomar café ...
Parei pra tomar café,
Porque outras coisas podem esperar.
Porque ainda tenho tempo,
Porque posso me desviar da rotina e
Porque a vida pode ser mais leve.
Parei pra tomar café,
Porque ao passar por aquele lugar,
Me senti atraída pelo aroma:
Aquele cheiro me chamou!
Porque as lembranças floresceram,
Me remetendo a coisas boas.
Cheiro de café é passaporte para recordações...
Parei pra tomar café,
Porque café de balcão é diferente.
Não é como tomar café sentada.
É uma parada rápida,
É quase como tomar uma pinguinha ...
É quase como tomar uma pinguinha ...
É uma concessão, dentro do tempo que corre.
Parei pra tomar café,
Porque tenho parado de me afoitar,
Porque tenho diminuído as autocobranças,
Porque tenho me permitido.
Parei!
Tomei,
Me deliciei e fui embora ...
Rosi Maria Sinja - Setembro de 2018
Curitiba.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Estou intimidada
Estou aqui pensando,
Nas coisas de que eu não gosto,
Naquilo que eu não tolero,
Daquilo que eu me afasto ...
Queria furar a bolha,
Na qual de vez em quando,
Escolho inflar e me hibernar,
Pra tentar encarar certos desmandos.
Juro que tento entender,
O motivo dos jeitinhos,
A razão dos arranjos e incoerências.
No mundo da superficialidade,
No mundo da superficialidade,
A felicidade é uma exigência,
A exposição é intensa,
E pra isso, haja paciência!
A exposição é intensa,
E pra isso, haja paciência!
Queria um pouco de hipocrisia,
Com alguns traços de meiguice,
Pra entrar sorrateiramente,
Nessas brechas de cretinices ...
Mas hoje na verdade,
Eu queria é ter coragem,
Pra olhar em certas beldades,
E fazer cara de paisagem ...
Rosi Maria Sinja - Setembro 2018.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Luxo!
Luxo é poder se assenhorar do próprio tempo,
Fazendo as coisas com calma,
E deixando outras por fazer,
Ou fazê-las quando "der na telha".
Luxo é poder dormir depois do almoço,
Se permitindo não fazer nada,
É não precisar saber o dia da semana:
Luxo é poder ter tranquilidade!
É passear e desfrutar,
É poder tomar café sossegadamente,
Com bolo caseiro e simples.
Luxo é saber que fez por merecer,
É conhecer as próprias neuras,
E conviver bem com elas:
Luxo é viver plenamente!
É conhecer as próprias neuras,
E conviver bem com elas:
Luxo é viver plenamente!
Rosi Maria Sinja -2018.
sábado, 8 de setembro de 2018
PARA SÃO FRANCISCO DE ASSIS:

Ali eu fiquei prostada,
Quieta,
Chorosa,
Perplexa e insignificante ...
Uma energia mansa e gostosa,
Tomou conta de mim.
Tomou conta de mim.
Permiti que o silêncio me invadisse,
E que a paz circundasse o meu ser.
Me deixei levar ...
Por essa coisa tranquila,
Que invadiu as minhas entranhas,
Os meus pensamentos ...
Isso me trouxe calma,
Então entendi por instantes,
O que é ficar sem pensamentos,
Apenas contemplando.
Um lugar pequeno,
Simples, brando em meio à penumbra,
Diante da grandiosidade,
Do que foi e do que representa
São Francisco de Assis,
Pra mim e para todos os que acreditam
Na benevolência, na doação,
No desprendimento e na bondade.
Isso ficará para sempre,
Dentro de mim:
Nem preciso fechar os olhos,
Para reviver esses momentos,
Únicos, mágicos, reverberantes.
Nem preciso fechar os olhos,
Para reviver esses momentos,
Únicos, mágicos, reverberantes.
Rosi Maria Sinja - Agosto 2017
Assisi - Italy.
Eu gosto - 3
Eu gosto é de cometer loucuras,
E de estar com quem comete loucuras.
De quem acredita ,
E comete loucuras de amor.
Não falo do amor a dois,
Mas falo do amor pela vida ...
Eu gosto é de estar sozinha,
Em paz pra conhecer novos mundos,
Totalmente disponível pra contemplar,
Pra enfrentar o que vier,
Driblando pequenos contratempos,
E depois deixar que esses momentos,
Ecoem dentro de mim,
Da minha alma,
Do que vem sobrando de memória,
Me trazendo essa sensação gostosa,
Tranquila e inexplicável,
De estar simplesmente aberta,
E sem medo de viver.
Rosi Maria Sinja - Setembro 2018.
Eu gosto -2
Eu gosto de mim,
E do que já fiz comigo
(Sem culpar ninguém).
Eu também gosto,
Eu também gosto,
Do que já fiz com os outros,
(Sem esperar nada em troca).
Eu gosto de pensar e perceber,
Que até aqui,
Todo esforço tem valido a pena.
Eu gosto de cozinhar,
E saborear comida gostosa.
Eu gosto de conversas alegres,
E de gente divertida.
Eu gosto de companhias queridas,
E insisto pra viver isso com elas.
Eu gosto é desse meu jeito,
Aberto pra vida,
Pensando que o melhor é possível,
Que o difícil pode ser driblado,
E que o resultado será o aquele,
Que o universo me reservou, me reserva e reservará ...
Rosi Maria Sinja, Setembro 2018.
Eu gosto - 1
Eu gosto
É de água quentinha no corpo,
É de água quentinha no corpo,
De abraço apertado, demorado e verdadeiro,
De café passado na hora,
De pão quente, de comer bolo quente,
De gente que gosta de viver ...
Eu gosto
Eu gosto
De quem me deseja coisas boas,
Do cheiro do mato,
De olhar o pôr do sol
De pensar que a vida é boa,
De pensar que a vida é boa,
E que amanhã certamente,
Estarei de novo por aqui:
Estarei de novo por aqui:
Viva e pronta pra ser feliz!
Rosi Maria Sinja
Setembro, 2018.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Nas costas,
Nas costas não trago coisas pesadas.
Pra que elas servem?
De pesada, às vezes já basta a vida ...
Deixei coisas pelos lugares que passei,
Trazendo comigo as lembranças,
Que certamente ficarão ...
Coisas que incomodam,
Na mente ou no corpo,
Podemos deixar no meio do caminho.
Coisas especiais e marcantes,
Voltam conosco,
Ficam conosco,
Permanecem na lembrança.
Rosi Maria Sinja
Agosto/2018.
As essências humanas
Tão semelhantes ...
Os feitos tão parecidos ...
Os jeitos que lembram algo conhecido ...
Gente correndo de um lado pra outro,
Fiquei olhando e até julguei,
Aquilo era diferente pra mim ...
Não demorou e eu fazendo o mesmo.
Gente apressada comendo pão rasgado,
Pão empacotado, devorado,
Enquanto pessoas se esbarram,
Não se olham, não se desculpam.
Não se olham, não se desculpam.
Quem sabe a correria também nos alimenta,
Na busca diária e insaciável.
Que por vezes nem sabemos pra onde nos leva,
Mas na essência parece que queremos
a mesma coisa:
Felicidade, aceitação e reconhecimento.
Rosi Maria Sinja
Agosto/2018.
Não quero
Não quero que seja só um ir e vir,
Porque isso já fiz outras vezes.
Quero que seja único, sentido, vivido...
Não quero que seja o lugar comum,
Porque por ali, tantos já passaram.
Quero que tenha um olhar diferente,
minucioso, benevolente ...
Não quero apenas acréscimos de números,
somados a coisas feitas,
lugares que já visitados ou fotos tiradas.
Que venha o gosto de quero mais,
Que venha a vontade de viver,
Que venha a vontade de sentir,
Que venha a coragem de aventurar e sorrir.
Rosi Maria Sinja
27/08/18
Estação D'Este - Paris.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Pra sentir a liberdade através das asas,
Pra voar em dias fresquinhos,
Olhando o horizonte lá de cima,
E sentir o vento batendo.
Em dias ensolarados,
Contemplaria as montanhas,
E a beleza das matas.
Me arriscaria voando baixo,
Vendo tudo de pertinho ...
Vendo tudo de pertinho ...
Pousaria em árvores altas,
Protegida de tudo.
E nos dias de chuva,
Me aquietaria em um cantinho,
Ouvindo cada gota caindo,
Nas asinhas que ninguém tolher.
Rosi Maria Sinja
Julho de 2018.
Protegida de tudo.
E nos dias de chuva,
Me aquietaria em um cantinho,
Ouvindo cada gota caindo,
Nas asinhas que ninguém tolher.
Rosi Maria Sinja
Julho de 2018.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
A vida me pede recue!
A vida me diz aceite,
Pois desse jeito não há deleite...
Pois desse jeito não há deleite...
A vida me mostra outro rumo,
São os dias que vem e que passam,
É o relógio que teima em disparar.
É a vida que segue ligeira,
Sem me dar tempo para pensar.
Sem me dar tempo para pensar.
Algumas coisas se encerram,
E outras podem vir,
Mas nada disso tem valor,
Se a gente não sabe sorrir.
São ilusões ardendo,
Pulsando, doendo ...
A vida mostra que é hora,
A vida tá ai sem demora ...
Rosi Maria Sinja - Janeiro de 2018.
Rosi Maria Sinja - Janeiro de 2018.
Não se arrependa,
De encarar a vida de frente,
De fazer as coisas de que gosta,
Isso pode ser um presente.
Contemple o que te dá prazer,
Dando menos valor para as opiniões.
De verdade sem que perceba,
A vida mostra seus vilões.
Saia da rotina e olhe mais longe.
Abandone algumas futilidades,
Que lhe roubam seu tempo precioso,
E te afastam das verdadeiras necessidades.
E te afastam das verdadeiras necessidades.
Se permita o ar livre,
A magia do pôr do sol e o vento no rosto,
A magia do pôr do sol e o vento no rosto,
Sabendo muitas vezes que coisas simples,
Não lhe darão desgosto.
Não lhe darão desgosto.
Respire, desacelere, interiorize ...
Nada pode ser mais importante,
Do que as oportunidades,
Das coisas que se vive.
Rosi Maria Sinja - Janeiro de 2018.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
O que o amor faz com a gente
O amor não é pra fazer sofrer.
Se for assim, não vale a pena.
O amor não é pra sufocar,
E não é pra enganar.
Mas se todo amor fosse tranquilo,
O que seria da inspiração dos artistas?
O amor é pra mostrar o lado bom da vida,
Pois de tristeza já estamos cansados.
O amor é pra encantar nossos dias,
Encher de esperança nossa caminhada,
E para fazer pensar que tudo vale a pena.
O amor nos faz diferentes,
Bobinhos, ingênuos, tolerantes,
Querendo achar que tudo é coisa boa.
E nos fazendo rir à toa ...
Mas a verdade,
É que tudo tem começo, meio e fim.
E se isso acontecer, aceite!
Vire a página,
Tente de novo,
E siga feliz.
E se isso acontecer, aceite!
Vire a página,
Tente de novo,
E siga feliz.
Rosi Maria Sinja
10/12/2015.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Dona Jandira
Dona Jandira surgiu do nada em minha vida. Ela é uma dessas figuras que encontramos pelo mundo. Setenta e poucos anos nas costas, uma carreira recente como cantora e uma garra invejável.
Entre uma conversa e outra cantamos juntas:
"Nunca, nem que o mundo caia sobre mim, nem se Deus mandar, nem mesmo assim, as pazes contigo eu farei..."Me emociono, pois algumas músicas nos levam para tão longe...
Também porque, cruzar com alguém que não tem medo de arriscar, de ser feliz, de aventurar novos projetos de vida, no mínimo nos faz pensar.
Quantos queriam ser como ela, mas apenas olham a vida passar? Quantos são infelizes...
Dona Jandira: mulher, brasileira, negra, cantora. Adora tudo isso e ri à toa.
01/05/2015.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
A chave da sua vida
Pense bem ao entregar a chave da sua vida para alguém.
Cada um sabe pelo o que já passou,
Cada um conhece os caminhos que já trilhou.
As dores sentidas,
Os tropeços dados,
As tristezas vividas.
Os tropeços dados,
As tristezas vividas.
A vida é sua.
O comando é seu!
O comando é seu!
Guarde a chave de acesso à sua vida,
E pense quando for entregar uma cópia...
E se entregar,
E se preciso for, a recolha no tempo certo,
E se entregar,
E se preciso for, a recolha no tempo certo,
Não se importando com as consequências.
Rosi Maria Sinja.
16/04/2015.
16/04/2015.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Na vida de cabeça erguida.
Os problemas não evitava,
Acreditando encontrar saída.
No começo tudo era escuro,
Como a noite que hora chega.
Percebendo feito escudo,
Que isso nem sempre é regra.
Nesse trajeto percebeu,
Que o que vem, também vai.
Foi então que aconteceu,
Uma coisa que não retrai.
Era uma luz pequena,
Muito distante e difusa.
Mas que a deixava serena,
Na caminhada confusa.
Foi então que sentiu,
Uma sensação maravilhosa.
Depois que o coração partiu,
Com aquela estória escabrosa.
A luz se aproximando,
Lhe trouxe coisas boas.
Ficou assim imaginando,
E voltou sorrir à toa...
Rosi Maria Sinja.
07/04/2015.
Rosi Maria Sinja.
07/04/2015.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Pensava
Fui leviana comigo:
Fui leviana comigo:
Deixei minha paz ir embora.
Olhei os dias correrem,
Esperando que noites melhores viessem.
Tolerei o intolerável,
Pensando acertar.
Ponderei o imponderável,
Por não ter clareza.
Investi do meu bem mais precioso,
Que foi o tempo que não volta...
Agora garimpo a paz desperdiçada,
A serenidade jogada pela janela,
E o ritmo do coração, para acalmar a vida. .
Rosi Maria Sinja
06/04/2015
Rosi Maria Sinja
06/04/2015
Paparique a vida,
Antes que ela passe.
Acarinhe as pessoas,
Antes que elas se vão.
Sinta tudo de verdade,
Pra não ficar com gosto de quero mais...
Olhe a vida com ternura,
Porque o tempo se torna breve,
Quando é desperdiçado.
Faça o que gosta,
Sem medo de agradar ou desagradar.
Se olhe no espelho,
Sem medos, sem pudores...
Paparique essa pessoa que se olha,
Acarinhe, abrace, acolha,
Pois a vida não espera...
Ela não te perdoa,
Se você desperdiçar.
Paparique cada segundo,
Cada instante,
Cada oportunidade.
Cada oportunidade.
E nem imagine o que vão falar de você.
Descortine: abra as janelas,
Deixando o sol penetrar,
Tirando o bolor da sua alma,
Grudado nas suas entranhas.
Faça tudo isso e se mesmo assim não der certo,
Paparique...
Rosi Maria Sinja.
06/04/2015.
06/04/2015.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Alguns dias em Paris
A pedido daquela linda mocinha, começamos a planejar a viagem. Sair do nosso país em um lugar onde tanta gente gostaria de estar, parecia ser tão distante...
Aos poucos isso virou realidade: chegamos em Paris! Será que eu estava sonhando?
Foram dias memoráveis.Um sonho do qual não queremos acordar, de jeito nenhum.
Conhecer lugares incríveis, sentir o cheiro da cidade, o gosto das comidas, o prazer das caminhadas e ver tudo sendo feito com um bom gosto sem igual.
Observar uma cultura tão diferente da nossa depois de um ano estafante, parece que ajuda a repensar coisas e recarrega as baterias para novos tempos.
Estar nesse lugar na companhia da minha filha essa linda mocinha, foi uma experiência daquelas que guardarei em um cantinho especial do meu coração.
A maioria das pessoas pode se deslumbrar com os castelos Parisienses, mas o que realmente me emocionou foi passear em um bosque e me deparar com essa casinha de campo. Não esquecerei aquele momento, o sentimento, as lágrimas que caíram no meu rosto e a chuva que molhava meus cabelos.
Aquele lugar, parecia que eu já tinha visto em algum filme... mas aquela casa tinha algo de especial. O pequeno portão estava trancado com cadeado, mas senti uma incrível vontade de entrar, uma saudade inexplicável. Então fiquei ali parada, imóvel por alguns instantes, quase sem acreditar no que estava vendo.
De repente alguém me chama para tirar uma foto e volto para a realidade. Seco as lágrimas e levo essa saudade comigo, agradecendo pela viagem maravilhosa que vivemos.
Rosi Maria Sinja
20/12/2014.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
ASSIM É A VIDA
Não apresse e nem
atrase as coisas,
A vida corre no tempo
certo.
Com o apego ao passado,
E as incertezas do amanhã,
Podemos perder a
oportunidade do presente,
Desse presente que
corre,
Desse momento que se
desenha,
E que nos chama a
simplesmente viver.
Porque quando menos
percebemos,
Esse tempo já se foi...
Rosi Maria Sinja
10/12/2014.
Rosi Maria Sinja
10/12/2014.
domingo, 5 de outubro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
Uma história de amor
Lembro que era mês de natal e eu estava chegando na feira de domingo do Largo da Ordem com minha filha, que na época tinha uns 7 anos. Consegui um lugar para estacionar em uma das ruas laterais e quando estávamos descendo, fui abordada por um homem lindo, alto, moreno claro, simpático e educado, que foi logo pedindo licença por estar ali se dirigindo à minha pessoa.
Parei para ouvi-lo. Ele então foi logo se explicando: "me desculpe fazê-la perder seu tempo, mas hoje minha noiva está inaugurando uma barraca de artesanato junto com o seu pai. Sabe, eles ficaram uns seis meses batalhando por esse alvará... Fiquei observando eles de longe e vi que ninguém ainda não comprou nada deles e ela tá com uma carinha desaninhada. Aqui está o dinheiro que dá pra comprar alguma coisa. Como é época de natal, a senhora pode dar de presente pra alguém se não quiser ficar..."
Eu disse que compraria sim e que não precisava me dar o dinheiro, mas ele insistiu. Perguntei onde ficava exatamente a barraca, para que eu não confundisse com outra. Para quem não conhece essa feirinha, são muitas barracas.
Ele explicou a localização. Então perguntei como era a sua noiva, que era para eu ter certeza de chegar no lugar correto. Ele então olhou ao longe e a descreveu: tem a pele clara, os cabelos escuros e longos. Com os olhos brilhando o moço concluiu, ela é linda!
Percebi que estava diante de uma linda história de amor. A única exigência do homem bonito, era que eu não contasse nada para ela. Peguei a mãozinha da minha filha, fui até a barraca e comprei essa linda cestinha.
A moça realmente era bonita. Me disse com sorriso largo, que era a primeira peça que vendia e o pai um senhorzinho com certa idade, me explicando as dificuldades em se instalar (as mesmas que o genro havia mencionado).
Sai dali acreditando que o amor existe e sem vontade de dar a cesta pra ninguém, pelo simples motivo de que cada vez que olho pra ela me lembro dessa linda história.
Rosi Maria Sinja
06/09/2014.
06/09/2014.
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