sábado, 20 de dezembro de 2014

Alguns dias em Paris








A pedido daquela linda mocinha, começamos a planejar a viagem. Sair do nosso país em um lugar onde tanta gente gostaria de estar, parecia ser tão distante...
Aos poucos isso virou realidade: chegamos em Paris! Será que eu estava sonhando?
Foram dias memoráveis.Um sonho do qual não queremos acordar, de jeito nenhum.
Conhecer lugares incríveis, sentir o cheiro da cidade, o gosto das comidas, o prazer das caminhadas e  ver tudo sendo feito com um bom gosto sem igual.
Observar uma cultura tão diferente da nossa depois de um ano estafante, parece que ajuda a repensar coisas e recarrega as baterias para novos tempos.
Estar nesse lugar na companhia da minha filha essa linda mocinha, foi uma experiência daquelas que guardarei em um cantinho especial do meu coração.
A maioria das pessoas pode se deslumbrar com os castelos Parisienses, mas o que realmente me emocionou foi passear em um bosque e me deparar com essa casinha de campo.  Não esquecerei aquele momento, o sentimento, as lágrimas que caíram no meu rosto e a chuva que molhava meus cabelos.
Aquele lugar, parecia que eu já tinha visto em algum filme... mas aquela casa tinha algo de especial. O pequeno portão estava trancado com cadeado, mas senti uma incrível vontade de entrar, uma saudade inexplicável.  Então fiquei ali parada, imóvel  por alguns instantes, quase sem acreditar no que estava vendo.
De repente alguém me chama para tirar uma foto e volto para a realidade. Seco as lágrimas e levo essa saudade comigo, agradecendo pela viagem maravilhosa que vivemos.


Rosi Maria Sinja
20/12/2014.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014







ASSIM É A VIDA


Não apresse e nem atrase as coisas,
A vida corre no tempo certo.
Com o apego ao passado,
E as incertezas do amanhã,
Podemos perder a oportunidade do presente,
Desse presente que corre,
Desse momento que se desenha,
E que nos chama a simplesmente viver.
Porque quando menos percebemos,
Esse tempo já se foi...

Rosi Maria Sinja
10/12/2014.


domingo, 5 de outubro de 2014




Quem dera ...

Os dias passam e não nos damos conta.
A vida passa e tudo é tão rápido...

As possibilidades estão escancaradas,
Mas nem sempre queremos enxergá-las.

A felicidade está próxima,
Mas nem sempre queremos acolhê-la.

Então viver a vida de verdade,
Quem dera...

Rosi Maria Sinja
05/10/2014.

sábado, 6 de setembro de 2014

Uma história de amor


Lembro que era mês de natal e eu estava chegando na feira de domingo do Largo da Ordem com minha filha, que na época tinha uns 7 anos.  Consegui um lugar para estacionar em uma das ruas laterais e quando estávamos descendo, fui abordada por um homem lindo, alto, moreno claro, simpático e educado, que foi logo pedindo licença por estar ali se dirigindo à minha pessoa.
Parei para ouvi-lo. Ele então foi logo se explicando: "me desculpe fazê-la perder seu tempo, mas hoje minha noiva está inaugurando uma barraca de artesanato junto com o seu pai. Sabe, eles ficaram uns seis meses batalhando por esse alvará... Fiquei observando eles de longe e vi que ninguém ainda não comprou nada deles e ela tá com uma carinha desaninhada. Aqui está o dinheiro que dá pra comprar alguma coisa. Como é época de natal, a senhora pode dar de presente pra alguém se não quiser ficar..."
Eu disse que compraria sim e que não precisava me dar o dinheiro, mas ele insistiu. Perguntei onde ficava exatamente a barraca, para que eu não confundisse com outra. Para quem não conhece essa feirinha, são muitas barracas.  
Ele explicou a localização. Então perguntei como era a sua noiva, que era para eu ter certeza de chegar no lugar correto. Ele então olhou ao longe e a descreveu: tem a pele clara, os cabelos escuros e longos. Com os olhos brilhando o moço concluiu, ela é linda! 
Percebi que estava diante de uma linda história de amor. A única exigência do homem bonito, era que eu não contasse nada para ela. Peguei a mãozinha da minha filha, fui até a barraca e comprei essa linda cestinha. 
A moça realmente era bonita. Me disse com sorriso largo, que era a primeira peça que vendia e o pai um senhorzinho com certa idade, me explicando as dificuldades em se instalar (as mesmas que o genro havia mencionado).
Sai dali acreditando que o amor existe e sem vontade de dar a cesta pra ninguém, pelo simples motivo de que cada vez que olho pra ela me lembro dessa linda história.


Rosi Maria Sinja
06/09/2014.

domingo, 17 de agosto de 2014



COSTURAS  DA  ALMA

Chega uma hora que dá uma canseira,
De explicar o inexplicável,
De aceitar o inaceitável,
De querer o impossível.
Chega um momento da nossa vida,
Que queremos apenas ser aceitos,
Do jeitinho que somos,
Cheio de defeitos,
Cheio de chatices,
Cheio de fraquezas.
Chega uma hora da nossa vida,
Que dá uma vontade de mudar o rumo,
Dessa prosa,
Dessa ladainha,
Dessa retórica,
E costurar aqueles buracos,
Que ficaram cravados,
No fundo da nossa alma.

Rosi Maria Sinja
17/08/2014.

domingo, 20 de julho de 2014

Homenagem a Rubem Alves



AMADA CRIATURA


Trazendo outros ventos,
Outros tempos,
Mensagens boas,
Mensagens de esperança.
Mensagens de simplicidade,
Que são as mais difíceis
De concretizar e entender...
Vai como se vão as flores,
Vai como se vão os pássaros.
Vai como as flores,
Que depois se transformam em sementes.
Vai como o canto dos pássaros,
Que depois ecoam dentro de nós.

Rosi Maria Sinja.
20/07/2014.

sábado, 12 de julho de 2014








SILÊNCIO

Entre na minha alma,
Ecoando nas minhas entranhas,
Como quem não quer nada,
E se aninhe em um canto qualquer.
Como aquele despretensioso bichinho,
Que se achega vagarosamente,
Venha e me mostre a candura,
Afinal quero ver,
Que a vida não é tão dura...

Rosi Maria Sinja.
12/04/2014.



terça-feira, 8 de julho de 2014













MANSIDÃO:


Mansidão será que eu posso?
Mansidão será que eu quero?
Mansidão se eu te possuísse,
Poderia cair na mesmice.

Mansidão agora eu posso,
Porque a turbulência já passou,
Mas a brandura que hoje eu trago,
Em nada me faltou.

Mansidão venha comigo
E me diga o que faremos,
Com o vagar da carruagem
Que juntas construímos.

Mansidão, quando eu quiser vá embora,
E me deixe em paz pra guerrear,
Com esse amor que me consome
E que a minha vida faz brilhar.

Rosi Maria Sinja
08/07/2014










MULHER:

Mulher bonita,
Dos olhos acanhados,
Sorria quieta,
Com instintos acabrunhados.

Mulher ligeira,
De andar malemolente,
E rumo determinado,
Mexendo com a gente.

Paralisá-la  impossível
E ninguém se atreve,
No trajeto singular,
Parece tão leve...

Sabe que na caminhada,
 Somente beleza não atrai
Pois tem a certeza,
 Que o belo se vai...

Também não precisa
Só da bela escultura
Porque seus anseios
Vão além da estrutura.

Mulher petulante
Arrojada na vida
E que não se importa
De ser exibida.


Rosi Maria Sinja.
08/07/2014






VIAGEM:

Sai pra uma viagem,
Em busca de mim.
Encontrei desafios,
Problemas sem fim.

Aportei em lugares,
Jamais imaginados,
E no inesperado,
Encontrei alardes.

Diante do nada,
Me vi desamparada,
Procurei tanta ajuda,
 Me senti acuada.

Sem roupa, sem lenço
E sem documento,
Que é como se sente,
Quem está sem alento.

Fui em busca mais uma vez
E então encontrei,
Uma menina querida,
Brincando na vida.

Com carinho a olhei
E ali uma mulher desabrochou,
E nessa viagem, pede passagem:
Aqui eu vou...

Rosi Maria Sinja.
08/07/2014







sexta-feira, 4 de julho de 2014







OLHOS AGUADOS:


Olhos aguados,
Coração pulsante,
Traduzem emoção.

Olhos aguados,
Coração apertado,
Lembram a dor.

Olhos aguados,
Coração desejoso,
Será que é amor?

Olhos aguados,
Coração perplexo,
Diante do desigual.

Olhos aguados,
Coração inquieto,
Ansioso por satisfazer.

Olhos aguados,
Coração impaciente,
Com sofreguidão.

Olhos aguados,
Coração presente,
Para amar e sentir,



Rosi Maria Sinja.
04/07/2014





DISTÂNCIA:

Estar distante,
Embora tão perto...
Para rompê-la,
 Somente a nossa vontade,
Para vivê-la,
 Somente com o nosso desejo.

Distância que dói,
Distância que aproxima,
Com pensamentos intensos,
Desejando o seu cheiro,
Desejando o seu calor.

Distância efêmera,
Em um mundo surpreendente,
Que faz a vida da gente,
Feliz de repente.

Rosi Maria Sinja.
04/07/2014






 PAZ:


Não permitirei tua ausência,
Porque te preciso.
Não deixarei que vá embora,
Pois sem você me desestabilizo.

Busquei e hoje te sinto,
Queria e hoje te tenho.

 Acreditei que poderia te encontrar,
Em qualquer lugar e em qualquer pessoa.
A busca foi em vão...

Foi então que te percebi,
 Na imensidão, plena e forte
 Aqui dentro,
Onde sempre deveria estar.

Quero você assim,
Sempre,
Dentro de mim...

Rosi Maria Sinja.
04/07/2014








MENINA:

Menina branquela,
Sem trava na goela,
Que diz o que pensa,
Sem pensar na ofensa.

Menina traquina,
Jeito de bambina,
Que faz o que quer,
Pra o que der e vier.

Menina mulher,
Que nesse existir,
Às vezes assusta,
Às vezes espanta.

Menina determinada,
Que na madrugada,
Saindo na estrada,
Se vê arrebatada.

Menina safada,
Parece que não quer nada,
Mas que de repente,
Surpreende a gente.

Menina atrevida,
Sem medo da vida,
Se faz de sabida,
E se vai exibida.

Rosi Maria Sinja.
04/07/2014.















UM OLHAR:


Um olhar de menino,
Um olhar mansinho.
Um olhar que aponta,
Tudo que você me conta.

Um olhar que me diz,
Um olhar que eu não quis.
Um olhar que se foi
Depois do que você me propôs.

Um olhar que abala,
Um olhar que fala.
Então por que tudo se abalou,
Quando você me abandonou?

Te quero pertinho
Para ver se me aninho,
Naquele cantinho,
Do seu olharzinho.

Rosi Maria Sinja.






O  AMOR:

Fonte de energia.
Amor, fonte de alegria.
Amor que traz descompasso,
Amor no qual me embaraço.
Amor, que me faz boazinha,
Amor, que me deixa mansinha.
Um olhar diferente,
Que faz parte do meu dia.



Rosi Maria Sinja.
04/07/2014











EM  QUE  LUGAR  DO  CAMINHO...


Em que lugar do caminho
Deixamos as coisas
Que precisamos resolver?

Em que lugar do caminho
Guardamos os sabores dessa vida?
As lembranças de amor?
Onde guardo o que sinto?

Em um olhar aguado,
Em um coração palpitante,
Em um simples afago ou
Em mãos trêmulas e desejosas?


Ah, essas lembranças!
Como viver sem elas e ser feliz?
Como viver com elas
E suportar a dor da saudade?

Lembranças, vagas lembranças.
Lembranças, marcantes lembranças...
Em algum lugar do caminho...

Rosi Maria Sinja.
04/07/2014

O ANDAR DA CARRUAGEM:



O  ANDAR  DA  CARRUAGEM:


Ah, essa delícia de vida,
Que me faz repensar.
Ah, essa coisa gostosa,
Que me leva a falar.

Vida corrida,
Vida desvanecida.
Vida maravilha,
Vida querida.

Entro na carruagem
E me ponho a contemplar.
Trago coisas na bagagem,
Que me fazem reconsiderar.

Elas são o resumo,
Do que pude arrebanhar.
Elas são o enredo,
Os quais pude superar.

Também armazeno idéias,
Umas não quero nem pensar!
Outras quem sabe, relembrar...

Sigo o caminho,
Apreciando a paisagem,
Dentro da carruagem...

Rosi Maria Sinja.
04/07/2014





PRESSA  DE  VIVER:


 Pressa de viver,
Porque já esperei demais...
Me importo com o tempo,
Porque busco a felicidade.
Nisso os minutos são importantes...
Hoje me permito querer tudo
 Porque amanhã é outro dia.
Não tenho porque só esperar:
E ficar olhando o tempo passar.
 A busca não é por acaso,
Passo por dias únicos e finitos:
Faço deles celebração!
Porque não teria sentido
Vivê-los em vão...


Rosi Maria Sinja.
04/07/2014